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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que fazer com o pet quando a família viaja?

A família toda vai viajar e você está em dúvida sobre o que fazer com o seu bichinho. Deixá-lo aos cuidados de alguém, hospedado um hotel para animais ou, ainda, carregá-lo a reboque seja qual for o destino, afinal, ele é da família, são algumas das opções. Conversamos com o veterinário Allan Wajnberg, colunista da revista KIDS in, sobre o tema e partilhamos com você algumas orientações quentíssimas que só um profissional pode oferecer.

Se você pretende deixar o seu pet com conhecidos

Na opinião de Allan Wajnberg, deixar os bichinhos aos cuidados de amigos, parentes ou da empregada pode ser, sim, uma boa escolha, por conta da confiança de que o gato ou cachorro será bem tratado. Outra vantagem é que, sem a mudança de rotina, o pet não sofrerá stress. Há duas saídas: deixar o animal na casa da pessoa ou na sua própria casa, para que todo dia alguém vá até lá para alimentá-lo, fazer a limpeza e checar se está tudo em ordem. Porém, é preciso lembrar que nem todo mundo está habituado a ter animais e algumas pessoas nem gostam exatamente de bichos. Por isso, alguns probleminhas de saúde podem passar despercebidos ou o animal pode ficar carente, já que o guardião pode não tem muita paciência para brincar com ele e dar um pouco de atenção. Se você vai deixar o seu pet aos cuidados de alguém, pense em tudo isso e passe sempre o contato do seu veterinário para o caso de emergências.

Deixando os bichos em hotéis especializados

Pesquise diversos locais, converse com os responsáveis, veja fotos e, se possível, faça uma visita prévia ao local. É importante também garantir que o lugar não deixa os animais em gaiolas, pois isso pode ser emocionalmente estressante para o pet. Cheque também com o estabelecimento se há uma lista de vacinas obrigatória para os hospedes e se é possível ligar sempre para ter notícias do seu cachorro ou gato.

Viagem de carro

Alguns cães adoram andar de carro, enquanto outros ficam agitados e passam mal no transporte. Se a viagem for curta, essa é uma ótima opção. Mas se o trajeto for maior do que duas horas, talvez a situação possa ser um pouco estressante para o animal. “O importante é sempre pensar na segurança do pet. No caso de gatos, você deve escolher uma caixa de transporte (em que os bichos possam dar uma volta em si completa). Já para os cães, há ainda cintos de segurança específicos (encontrados facilmente em pet shops). Nunca deixe o cachorro solto no carro, já que o Código Nacional de Trânsito é bem claro a esse respeito e a multa para quem desobedece a Lei é de R$ 128. Além disso, o bichinho solto no carro pode se machucar em uma freada brusca ou pular pela janela”, explica Allan Wajnberg.

Viagem de avião

Esta opção pode ser estressante para os animais e também seus donos. Só podem viajar de avião aqueles que têm mais de quatro meses de idade e estão com todas as vacinas em dia. O bichinho deve ser abrigado em caixas especiais de transporte, resistentes, e nas quais seja possível que o bichinho consiga dar uma volta completa em torno de si. Essas caixas, geralmente, viajam no porão da espaçonave, devidamente pressurizada e com temperatura igual à das demais áreas, que transportam passageiros. Algumas companhias permitem que cães e gatos com menos de 30 kg sigam dentro da cabine mas, de maneira geral, eles devem ser despachados como bagagem na hora do check in. Para viagens mais longas é necessário sedar os pets sob a supervisão de um veterinário e cães da raça Buldogue e suas variações não são aceitos pelas companhias.