Páginas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Adaptável lugar novo

Choro e vela. Assim podemos descrever a hora em que muitas crianças saem do conforto do lar por umas horinhas (uma eternidade para algumas) e largam a barra da saia da mãe para ir à creche ou à escola. Conviver com outros pequenos, seguir regras que nunca viram na vida e aprender coisas novas são as palavras de ordem dessa nova realidade dos pequenos que às vezes ainda balbuciam. É muita mudança, não é mesmo? Pois saiba que ela pode ser mesmo assustadora para algumas crianças. Por isso, prezados pais que nos leem, esse momento clama por um processo chamado de adaptação; fundamental para que os miúdos se sintam seguros e tranquilos na escolinha, especialmente quando se trata da primeira que irão frequentar.
A adaptação, seja ela a uma nova escola ou à primeira escolinha ou creche, deve ser gradativa, começando com duas horas diárias e aumentando aos poucos, de acordo com a aceitação ao novo universo. É importante que, no início, a criança permaneça na escola acompanhada por alguém com quem possua um vínculo afetivo (mãe, pai, avós, babá...) para que essa pessoa seja um suporte emocional em caso de choro ou insegurança. De acordo com a psicóloga Andrea Bellingall é sempre bom conversar com os filhos sobre a mudança:
-É importante frisar que a escola é um lugar interessante e divertido, onde a criança pode brincar, aprender e, no final do dia, voltar para casa, cantinho onde reencontrará seus pertences e sua família.
Para os pais que já estão ansiosos para saber qual a duração dessa tal adaptação, saibam que ela varia entre cada aluno e família. O importante é respeitar o tempo de cada criança em se sentir segura e passar por esse processo de mudanças do modo mais natural e positivo possível.
Além da adaptação escolar, os pais podem agendar uma entrevista com a psicóloga da escola para conversarem juntos sobre a história de vida do aluno, desde o nascimento até a entrada na escolinha, pontuando aspectos importantes como sono, alimentação e outros hábitos. Para a psicóloga, qualquer dúvida que os pais tenham sobre o processo deve ser esclarecida nessa conversa: “Esses dados são bastante relevantes para conhecer um pouco mais sobre a criança que começará a frequentar o ambiente escolar”.
Desta forma, aos poucos, um vínculo afetivo vai sendo construído com as “tias” e o mais novo integrante da escolinha ficará mais seguro em dar um tchauzinho aos pais. Sem choro, nem vela.

Fonte: Andrea Bellingall
Psicóloga e coordenadora pedagógica da creche Passo a Passo
Tel.: (21) 2294-1068