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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O meu primeiro amor!

Seu filho ou filha já apareceu em casa dizendo que tem um(a) namoradinho(a)? A cada dia que passa as crianças estão mais curiosas e precoces e, vez ou outra, aparecem em casa com essa moda de terem namoradinhos na escola, no play ou na pracinha. Claro que o namoro delas é singelo e, muitas vezes, não passa dessa fase. Nem chegam às mãos dadas. Mas e para os pais, qual a atitude certa? Como agir de maneira saudável quando os pequenos vêm com essa de namorar? Como estimular, sem despertar nas crianças sentimentos e atitudes que não são apropriados ainda para sua idade?

Na opinião da psicóloga Fernanda Montanholli, especialista também em neuropsicologia, quando a meninada chega em casa com essa novidade, os pais não devem reprimir, mas sim agir naturalmente, sem valorizar muito a atitude, tampouco estimular o comportamento. Isso porque elas ainda não compreendem esse “relacionamento” da mesma forma que um adolescente/adulto:

Reprimir a atitude pode, sem querer, estimular a criança a ter um comportamento desafiador em alguns casos, ou, em outros, fazê-la tornar repulsiva ao envolvimento emocional. Caso os pais percebam algum excesso nessa “brincadeira”, o ideal é procurar um auxílio psicológico para tentar entender o porquê dessa postura precoce.

A psicóloga orienta, ainda, que conhecer o ambiente escolar e participar da vida social dos filhos, indo a festinhas e eventos escolares, é sempre um bom caminho para assuntar a respeito do namorico e descobrir se o “relacionamento” é exagerado ou apenas uma brincadeira inocente.

Já se pintarem beijinhos e selinhos, os pais não devem se desesperar! Isso porque criança costuma ser muito espontânea e, por muitas vezes, quer repetir ou imitar o que vê na TV e no próprio meio em que vive. Cabe aos pais observar se um “estalinho” na boca foi um episódio isolado e espontâneo e, se a atitude persistir, conversar e mostrar que existem outras formas de demonstrar carinho e afeto, como dar um abraço, fazer um desenho ou dar um presente.

Fernanda Montanholi

CRP 05/33515 - Gestalt terapeuta e neuropsicóloga

Email: fernandamontanholi@gmail.com

Tel: (21) 9407 – 5122